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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Fases

O que me  irrita é quando não acredito que um momento complicado pode mudar! Isso realmente me irrita!
Tão triste quando uma chateação rouba sua inspiração e te deixa visível somente coisas que você luta para que não te afetem. Sim isso me irrita, de tantinho em tantinho me sinto cansada, sensação desgostosa.
Mas sabe o que me faz sorrir, e me traz o ar novamente? É quando resolvo não dar a minima para as evidências, quando resolvo brincar com tudo isso, usando a desculpa de uma adolescente que diz: " É apenas uma fase, uma fase cruel, mas passa, passa de qualquer jeito, porque nada desse tipo se estende por muito tempo!"
Então acredito em mim, e de uma maneira nada convencional grito por dentro: "Que se dane o que vão pensar, o que vão dizer! Sou eu!"
Então mais uma vez, depois de inúmeras tentativas acredito em mim de novo. Acredito no meu sorriso e naquele sentimento que tudo vai ficar certo, que tudo vai se encaixar... Eu posso com isso! Então vou acreditar no tempo da minha vida, aquele que esta sempre seguindo, e dando a impressão de hora certa, quando algo bom acontece.
Oras... Pode ser que amanhã eu chore de novo, mas toda vez que se acender uma pequena luz em minha mente, vou alimentar a esperança, e tudo que há de bom.
Em minhas orações pedirei que Deus esquente meu coração e sempre me ajude a recompor o que parecer destruído,  jogar fora aquela dor que consome!
E assim me levanto, coloco minhas botas de combate e sigo  perseverante, tudo enfim pode acontecer! 
 Quarta - Feira, 29 de Junho 2011

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sobre mais uma virada de tempo


Fotografia por: Luan Carlos

Todo fim de ano eu ouço e até digo a mesma coisa... "Passou rápido". Sim, os dias sempre parecem ter corrido quando falta pouco para mais uma virada de ano, de tempo. Mas tudo é relativo, depende do humor, da emoção, do sentimento, da situação, do momento. 
Há segundos que se arrastam, semanas que voam, horas que se perdem e dia que não acaba mesmo depois da meia noite. Fragmentos de lembranças na eternidade. Cada coisa de uma vez, ou tudo numa vez. O tempo é linear, mas nós somos marcas do que vivemos, do que escolhemos, do ontem, do amanhã, somos agora ecoando nossa história. E apesar de todos os pesares, vale sempre a pena continuar, aguardar ou fazer algo bonito, mesmo porque o caminho só anda pra frente. Toda virada é é sentido pra se renovar, mas cada dia é carregado e motivado para isso, senão, qual seria o objetivo de cada coisa nova ou de cada amanhecer?

Torço por um novo ano inspirador, com amor, feito do que somos e daqueles que amamos, e coloque fé em tudo isso pra receita dar certo.

Natalia Cayres


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A vida como num musical


Hoje gostaria de estar vagando pelas ruas de Londres ou descobrindo os campos maravilhosos da Itália. é uma pena que a vida não seja assim como nos filmes, onde a mocinha sempre resolve as coisas no final, a questão é do lado de fora a luta é muito maior. Entre certezas e incertezas nós vagamos e não há efeitos especiais que transportem pra outra cena mais colorida como num musical. O jeito é ir dançando da maneira que der até a próxima cena!

25 de Junho de 2013,  terça-feira.

Natalia Cayres

sábado, 10 de outubro de 2015

Estações dentro de mim



   Na semana que se passou houveram dias frios que congelaram minhas mãos e até mesmo o meu nariz, fez tanto frio que estremecia a cada momento que precisava ficar muito tempo parada. Choveu e ventou também, não houve guarda-chuva que aguentasse, não houve cabelo que ficasse no lugar. E aconteceram também nesse meio tempo outras coisas que me estremeceram, não somente pelo gelo no ar, mas sim por algo mais interno, mais profundo em mim.
Eu senti...E mais do que isso, algo aqui dentro deu uma mudada.
   As pessoas me questionam por ser as vezes tão boba me apegando a delicadezas e não entendem que eu tenho meu próprio tempo, minhas filosofias e indagações. Mas eu não sabia muito bem como expressar tão detalhadamente essa sinestesia em mim, foi tudo encoberto por certa timidez. Aqui dentro fez sol, nevou, choveu, o mar se agitou, o vento levou minhas palavras e a poesia se guardou. Nossa, ouso dizer que meu coração passou por todas as estações e agora as borboletas começam a voltar.
   Hoje acordei com sol tentando entrar pelas frestas na janela, senti o calor em minha pele de uma forma tão aconchegante, me senti bem. E todos os sentimentos se agitaram, como se alguém  tivesse tirando a poeira acumulada num cômodo esquecido.

(texto escrito numa semana de outubro, 2012)


Natalia Cayres

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pensamentos entre quatro paredes


  Tem uma coisa que vivo lutando pra deixar de lado. A questão é que tenho estado a algum tempo olhando para quatro paredes, as quatro paredes de sempre, que agora parecem tão agoniantes e me fazem pensar que talvez eu esteja parada num mesmo momento por muito tempo. A essa altura da minha vida já imaginava que estaria  vendo outras paisagens, seguindo o vento para onde eu quisesse. Mas não estou.
  E aí , estas quatro paredes pressionam a minha mente e começo a comparar a minha vida com a de outras pessoas. Não gosto disso, mas quando percebo já estou pensando que muita gente parece estar seguindo, vivendo e alcançando e meus pés parecem presos em algum concreto. Estão saindo de casa, conhecendo o mundo, ganhando grana, casando ou tirando a carta de motorista e eu ainda nem tenho recursos para comprar uma bicicleta.
  Este é o tipo de pensamento errado e exaustivo de seguir e é por isso que luto contra ele, respiro fundo e ouço alguma música que me inspire e anime. É a minha vida e ninguém deve se comparar a ninguém, são ideias, circunstâncias, tempos e possibilidades diferentes. Devo lembrar que vivo algo único, meu, e que tudo vai se ajeitar no meu ritmo, nas minha tentativas e insistências.
  Só quero ser livre da pressão linear de ter isso ou ser aquilo, conseguir sem uma ordem concreta. O que posso fazer agora? O que está mais próximo de eu realizar? É nisso que tenho de me focar e nas coisas lindas que já tenho do meu lado.

Natalia Cayres

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Coisas que dão uma sensação boa:


  • Ir dormir sabendo que no dia seguinte vai pegar estrada, viajar;
  • O cheiro de terra molhada quando chove;
  • O momento numa música favorita em que surgem aquelas notas impactantes que te fazem vibrar;
  • Terminar de ler um livro em que a história de cativou;
  • Caminhar de manhã  num sábado;
  • Espreguiçar-se depois de um cochilo gostoso;
  • Sopa quente num dia frio;
  • Sorvete num dia de calor;
  • Comer brigadeiro;
  • Balançar;
  • Dançar quando está feliz;
  • Andar de bicicleta no parque;
  • Concluir algo que deu muito trabalho;
  • Beber água antes de dormir;
  • Amar;
  • Um abraço;
  • Dormir de conchinha;
  • Cozinhar juntos;
...
Continua e continua...

Escrito no dia 03/05/2015, um domingo.

Natalia Cayres

sábado, 1 de agosto de 2015

23


Imaginei tantos planos, possibilidades... A maioria saiu muito diferente da ideia que estava na minha cabeça, praticamente tudo. Mas isso foi bom. Pelas vezes que achei que estava perdida e que seria o fim do meu mundo, fui provada ao contrário e fortalecida sem perceber. E depois, pensei que talvez não poderia gostar tanto de alguém, amar, mais um vez estava errada e me peguei amando de verdade.
Tive minha primeira perda tão sentida, mas aprendi que a vida é válida  pela benção de fazer parte de outra e por esta deixar marcas boas dentro de mim.
23...
Ainda tenho medos, mas aprendi a confiar que mesmo quando acho estou no limite, haverá outra parte que me fará continuar e seguir em frente, descobrindo momentos maravilhosos e com  pessoas especiais.
Movimentos, momentos me movimentando...

Natalia Cayres


terça-feira, 30 de junho de 2015

Sobre terminar minha primeira faculdade

Ontem oficialmente conclui minha primeira faculdade, no curso de Letras. Neste momento sinto alívio, mas ao mesmo tempo me sinto meio órfã, pois foram 3 anos e meio numa rotina que a principio não achei que passaria tão rápido. É quase a mesma sensação de terminar a escola e se sentir meio perdida fora daquele mundo que eu vivia.
Quando comecei a faculdade em 2012, meus pensamentos estavam confusos, não sabia se era aquilo que eu queria, não me sentia a vontade, eu estava deslocada e insegura. Pensei que não conseguiria ir até o fim, mas fui. E depois de um tempo finalmente me encontrei ali, mudei de várias formas para o melhor. Antes eu era a garota tímida de cabeça baixa, medrosa e indecisa que não sabia se cuidar por si só, que não tinha voz, foi nesta jornada que aprendi a ter mais confiança, que amadureci e quebrei minhas próprias expectativas. Meu coração foi testado, quebrado, mas sobreviveu e estava pronto quando resolvi me entregar para alguém de verdade. As pessoas que conheci e que estiveram comigo neste tempo me trouxeram outras perspectivas. A literatura, os livros, o inglês, morfologia e todas as coisas que aprendi me impulsionaram a nunca mais querer parar de aprender e alguns professores muito especiais me inspiraram a amar aquilo que eu estava conhecendo e o que poderia se tornar.
Eu encontrei um rumo, um plano seguro que agora tenho bases para sustentar, tenho mais coragem mesmo na incerteza do que virá. A melhor coisa que eu poderia ter feito foi continuar, persistir e me entregar a esses anos de formação. Sinto uma enorme gratidão. Me sinto mudada e quero mais... Mais sonhos, mais descobertas, mais caminhos, pois agora que terminei o primeiro passo tenho que dar o outro.
A todos que estão ingressando nesta fase universitária aconselho que aproveitem, que se entreguem, se superem, acreditem, esse momento irá expandir sua mente e te mudar de dentro para fora se permitir, o conhecimento é um presente e te move como pessoa. E mesmo que sinta pressões, tenha conflitos, decepções ou empurrões, esse período vale muito a pena e tem coisas boas que ficam para sempre como uma conquista preciosa. Me apaixonei pelo que estudei sem perceber.
E que venha a nova jornada, mais um aprendizado.


Natalia Cayres

terça-feira, 26 de maio de 2015

Como um pássaro

Para meu vô


Como um pássaro ele se foi,
Um passarinho subindo ao céu
De maneira singela e leve sem incomodar ninguém,
Só deixando no ninho a lembrança da saudade.
Sua alma desprendeu-se do corpo, asas se abrindo pela primeira vez.
Ele foi ver as coisas lá de cima, foi com os outros passarinhos,
Aqueles que cantavam em seu jardim
Ele foi totalmente livre
Deixando na memória seu doce sorriso.
Obrigada passarinho!


Natalia Cayres

sábado, 28 de março de 2015

Sábado fora do radar


O desafio de hoje foi: esquecer dos problemas e preocupações da semana.
Foi não me preocupar.
Foi ler um livro fora do que preciso analisar para um trabalho. Aliás, foi não pensar em trabalho e nas mil coisas a fazer.
Tirei o sábado para ser tranquilo.
Não discuti.
Não liguei o resto da tarde o sinal da internet, me liberei da responsabilidade de sempre ser a mais responsável.
Fui me animar, fui me permitir neste fim de semana, até segunda chegar e as coisas voltarem ao quesito tenho prazos e necessidades à acertar.
Respirei a mente.

( Obrigada meu bem por tornar a missão de hoje possível)

Natalia Cayres

terça-feira, 24 de março de 2015

Livros, mais livros, livre, livraria...





















Livros, muito mais livros, livros, livros...
Eu em livros, Eu entre livros, Eu nos livros.
Histórias sem fim, termina uma começa outra.
Sebos, livrarias e amáveis bibliotecas.
Livros da sua estantes.
Livros da minha escrivaninha.
Aquele livro com a sua dedicatória,
E o outro livro que lhe dediquei.
Folhas brancas, novas, amareladas ou velhas.
Capas duras, capas delicadas, capas simples, capas sofisticadas.
Letras garrafais, letras pequenas.
Desenhos nobres, desenhos de criança.
Histórias surreais, histórias prováveis.
Ler antes de dormir, ler no fim da tarde.
Ler pra fugir, ler pra se encontrar.
Livros, livros, livros.
Meus olhos nos livros.
Meu salário no sebo ou na livraria do centro da cidade.
Livros, livros e mais livros.
Livre entre livros!
E um dia meus escritos num livro.

8 de setembro/ 2013, um domingo.
Natalia Cayres

Terça- feira, tarde de livros infantis


Estava inquieta e sentindo aquele estresse existencial.
Mas esta terça, o simples fato de sentar para ler um livro infantil com uma garotinha relaxou minha cabeça. Algo simples e contrário a correria em que vivo, algo de que eu precisava, mas não sabia.

Natalia Cayres

quinta-feira, 19 de março de 2015

Minha Irmã

 Minha irmã, por que de repente colocamos tanto peso sob as nossas costas? Por que insistimos em comparações e nos sentimos mal por ser diferente de alguma pessoa, por sempre acharmos que estamos no final da fila e nunca temos certeza de nada? Por que?
Não gosto de te ver triste, de se exigir demais e esquecer de você mesma, do que sente, do que é. Ta foda? Sim, esta muito foda todas estas novas responsabilidades para nós duas. Ter grana, ser independente, conseguir um emprego, terminar a faculdade,a vontade louca de sair por aí. Você quer ir para Londres e eu para a Irlanda.
Ta foda, eu sei!
A gente não é mais criança e não podemos mais montar barraquinhas e fingir que cada uma tem sua casinha. Mas mesmo que o momento esteja desabando sob você, quero te ver bem. Quero que lembre de respirar, de se divertir um pouco, de perceber que é bonita e muita boa, boa em tantas coisas que nem sabe.
Você não esta sozinha, sei como se sente pois estamos juntas nessa, eu vejo em você as melhores coisas. Então, apenas sigamos em frente até tudo se acertar. Não se compare, não se subestime, continue.
Natalia Cayres

Para minha irmã

domingo, 8 de março de 2015

Sobre desenhos e crescer...


Dependendo do dia, ou momentos em que me sinto sozinha e pressionada por quatro paredes, a doce e pequena vontade que tenho é a de voltar a ser criança. Sinto saudade dos tempos em que a minha maior preocupação era acordar cedo, encher um pratinho com bolachas, ir para a sala, ligar a tv e sentada no sofá coberta, me deliciava e esquecia de tudo, apenas por estar assistindo desenhos, rindo deles ou totalmente entretida com a história.
 Parecia que o mundo era tão divertido! Cheio de cores, músicas e de algum segredo encantado.Era fácil eu me perder nesse pensamento e não ligar muito sobre o tempo, a complexidade de ser, sentir, e viver.
Quando dei por mim, já não era criança. Eu era uma garota crescida. Mulher. As coisas não eram como nos desenhos e ninguém começava a cantar e dançar alguma música motivadora de repente na rua, ou no emprego, ou em qualquer lugar inusitado. 
Mas de certa forma não me sinto assim tão adulta. Sempre estou tentando trazer cores para as coisas ao meu redor, pintando, inventando, customizando meu mundo. Quando estou prestes a perder o controle, paro, e tento atrair um pouco de leveza, dou um tempo até a sensação passar, saio e observo as plantas e flores no meu jardim, vejo os caracóis e fico satisfeita e boba quando vejo uma borboleta por ali.
Algumas vezes assisto desenhos de manhã, não é a mesma coisa, mas o dia parece começar mais alegre, algo assim.
Os pequenos vestígios de como eu era quando criança se manifestam sutilmente em como vejo o mundo, o amor, os detalhes, cada nova fase.

Natalia Cayres


terça-feira, 3 de março de 2015

Fuga



Preciso ver o mar...
Preciso vislumbrar o infinito horizonte que se estende além dele.
A liberdade toda azul, um pouco de paz!

Natalia Cayres

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Apenas humana


Eu não tento ser perfeita.
Todas as vezes que tentei há algum tempo atrás, só foi pior, eu buscava uma pessoa dentro de mim que não existia.
Mas ninguém é perfeito. E o que seria perfeito?
Acho que cada um tem uma ideia muito pessoal do que seja. São visões diferentes e acho perda de tempo se prender num reflexo ideal de dentro pra fora.
Então, eu não sou perfeita. As únicas coisas que tenho certeza da perfeição são os pássaros que sutilmente atravessam o céu, as plantas que crescem sempre mais um pouco a cada novo dia, a chuva serena e sua sonoridade e tantas outras coisas que são independentes mesmo sem a percepção de outros.
O que eu tento agora é ser hoje um pouco melhor que ontem, mesmo que de uma forma não aparente.
Nos  meus erros, medos, acertos, vícios  e qualidades, tento me encontrar toda vez, me vendo mais humana, limitada mas ao mesmo tempo capaz de ser e fazer algo bom.

Natalia Cayres

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Eu...



Gosto de tiara de flores,
De meus cabelos castanhos meio avermelhados e alaranjados ao sol.
Meu olho não é azul, verde, claro, nem nada, mas meu olhar diz mil coisas sobre mim quando espelha estrelas a noite.
Sou cuidadosa com o meu batom vermelho ou rosa grape.
Gosto de estampas florais em vestidos ou casaquinhos de lã.
Sou romântica,
Mas independente no meu trabalho de escrever.
Faço trilhas sonoras para tudo.
Antes de dormir penso em você.

Natalia Cayres

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano novo me surpreenda com carinho

Sei que o tempo é relativo, mas eu amo essa coisa de ano novo, simplesmente porque pensar na virada do ano nos inspira a ter esperanças e fazer alguns planos. E se tem uma coisa que aprendi na virada dos dias é que a vida mesmo quando você esta péssima e só deseja cama, dá um jeito de fazer com que sigamos em frente, como uma onda que se deixarmos nos leva para outro lugar.
Antes de 2014 começar eu já recebi a noticia de que ele ia ser diferente, porque uma pessoa que amo muito irá se mudar e ficar longe de mim, mas eu sei que a nossa amizade é tão forte e sincera que não nos deixaremos de lado, mesmo distantes.
Quando pensei sobre as coisas para este ano novo, resolvi que não faria uma lista enorme, tem alguns projetos que realmente quero trabalhar com muita vontade e amadurecimento, mas para a outra metade do que poderia colocar na tal lista apenas olhei para o céu e disse: ME SURPREENDA!
E foi isso que desejei para as pessoas que amo e é isso que desejo a você que esteja lendo isso agora: BOAS SURPRESAS!
O que podemos prever é que haverão dias difíceis, mas que também haverão dias realmente bons, e o que não sabemos ainda é como isso irá afetar nossa vida, nosso jeito de ser e pensar.
Estou pronta...
FELIZ ANO NOVO!!!

Natalia Cayres 

Ps: Vocês ainda estão por aqui?

sábado, 19 de outubro de 2013

Eu ando pelo mundo...



 Esquadros by Adriana Calcanhotto on Grooveshark

Eu ando pelo mundo e ainda não sei onde chegar.
Eu ando pelo mundo procurando alguém que não sei encontrar.
Caminho por todas as ruas,
observo as pessoas no trem.
As cores, as flores, os laços, os abraços.
Caminho pelo mundo e perco o presente num segundo.
Caminho num infinito finito.
E as coisas que eu conhecia mudam,
envelhecem ou se renovam, não sei.
Eu ando pelo tempo cantando algo que inventei,
vejo uma pintura no espelho  e risco o sorriso que convém.
Eu ando pela noite sentindo as lágrimas salgadas
temperando meus sentidos e tudo o que me retém.
Eu ando pela mundo e vejo quadros em cada lado,
quadros de vida, uma exposição transitória
me fascina e assusta também.
Eu ando pelos dias me construindo, ou me reformando,
mudo os móveis de lugar, abro as janelas e deixo ou sol entrar.
Eu ando pelo mundo e invado outros quadros,
eu quero novas cores e um amor com cheiro de flores.
Eu ando pelo mundo e ainda não sei onde chegar,
dentro de um filme vendo imagens passar.

Natalia Cayres

Não estou só...




Porque sei que Ele cuida de mim, eu não vou desistir!
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