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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Aviso


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Desculpe, não quero pensar nisso hoje, quero me desligar do seu mundo... Desculpe, eu preciso ouvir meus próprios pensamentos agora. Essa manhã é pra mim, deixe como esta! Tenho minhas flores para regar, tenho o meu jardim pra cuidar, girassóis para plantar.

15 de Fevereiro de 2012, quarta-feira.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sobre mais uma virada de tempo


Fotografia por: Luan Carlos

Todo fim de ano eu ouço e até digo a mesma coisa... "Passou rápido". Sim, os dias sempre parecem ter corrido quando falta pouco para mais uma virada de ano, de tempo. Mas tudo é relativo, depende do humor, da emoção, do sentimento, da situação, do momento. 
Há segundos que se arrastam, semanas que voam, horas que se perdem e dia que não acaba mesmo depois da meia noite. Fragmentos de lembranças na eternidade. Cada coisa de uma vez, ou tudo numa vez. O tempo é linear, mas nós somos marcas do que vivemos, do que escolhemos, do ontem, do amanhã, somos agora ecoando nossa história. E apesar de todos os pesares, vale sempre a pena continuar, aguardar ou fazer algo bonito, mesmo porque o caminho só anda pra frente. Toda virada é é sentido pra se renovar, mas cada dia é carregado e motivado para isso, senão, qual seria o objetivo de cada coisa nova ou de cada amanhecer?

Torço por um novo ano inspirador, com amor, feito do que somos e daqueles que amamos, e coloque fé em tudo isso pra receita dar certo.

Natalia Cayres


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A vida como num musical


Hoje gostaria de estar vagando pelas ruas de Londres ou descobrindo os campos maravilhosos da Itália. é uma pena que a vida não seja assim como nos filmes, onde a mocinha sempre resolve as coisas no final, a questão é do lado de fora a luta é muito maior. Entre certezas e incertezas nós vagamos e não há efeitos especiais que transportem pra outra cena mais colorida como num musical. O jeito é ir dançando da maneira que der até a próxima cena!

25 de Junho de 2013,  terça-feira.

Natalia Cayres

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Chuva na cidade


   Choveu forte e a cidade aqui se aquiesceu. De frente para porta com um guarda chuva na mão, resolvo sair para caminhar e sentir o cheiro do concreto molhado antes que tudo aquilo evaporasse. Poças pelas ruas com luzes de neon refletidas, pessoas com os cenhos franzidos, algumas totalmente molhadas e com certa felicidade, amanhã ainda será domingo.
   Caminhando calmamente, sem pressa, nem planos, entro numa rua repleta de árvores pelas calçadas, o vento ainda sopra, balança e derruba as gotas ainda presentes em suas folhas. O vento sussurra coisas que não sei dizer, mas me faz compreender que eu preciso escutar o ritmo da vida, o vento me faz lembrar que preciso escutar as palavras que se trancam no meu inconsciente. E ele diz: "ei escute, escute o seu caminho, escute todas as coisas que transformam um lugar e que trazem serenidade para alma!
   Respiro fundo e volto a caminhar, continuando a encontrar pelo caminho poças de água com todas a luzes refletidas.

30 de Junho de 2013, um domingo.

Natalia Cayres

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pensamentos entre quatro paredes


  Tem uma coisa que vivo lutando pra deixar de lado. A questão é que tenho estado a algum tempo olhando para quatro paredes, as quatro paredes de sempre, que agora parecem tão agoniantes e me fazem pensar que talvez eu esteja parada num mesmo momento por muito tempo. A essa altura da minha vida já imaginava que estaria  vendo outras paisagens, seguindo o vento para onde eu quisesse. Mas não estou.
  E aí , estas quatro paredes pressionam a minha mente e começo a comparar a minha vida com a de outras pessoas. Não gosto disso, mas quando percebo já estou pensando que muita gente parece estar seguindo, vivendo e alcançando e meus pés parecem presos em algum concreto. Estão saindo de casa, conhecendo o mundo, ganhando grana, casando ou tirando a carta de motorista e eu ainda nem tenho recursos para comprar uma bicicleta.
  Este é o tipo de pensamento errado e exaustivo de seguir e é por isso que luto contra ele, respiro fundo e ouço alguma música que me inspire e anime. É a minha vida e ninguém deve se comparar a ninguém, são ideias, circunstâncias, tempos e possibilidades diferentes. Devo lembrar que vivo algo único, meu, e que tudo vai se ajeitar no meu ritmo, nas minha tentativas e insistências.
  Só quero ser livre da pressão linear de ter isso ou ser aquilo, conseguir sem uma ordem concreta. O que posso fazer agora? O que está mais próximo de eu realizar? É nisso que tenho de me focar e nas coisas lindas que já tenho do meu lado.

Natalia Cayres

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Contínuo



Levanta, lava o rosto e faz café. Liga a tv, notícias ruins no jornal da manhã, desenho em outro canal. Levanta, sai pro trabalho, ou liga o computador e procura e emprego, tanta baboseira num estresse. Levanta, abre os olhos, uma borboleta entrou pela janela e vida parece bela, ela é. Levanta, desliga o despertador, liga o rádio, a vida parece simples, mas a gente não. Levanta, troca um olhar, recebe um sorriso, divaga pensamentos, pega o ônibus, a vida é tão imprevisível o que se pode esperar? Levanta, chuta os problemas, conversa com alguns, resolva outros, faça novos, lá vem outro dilema...
Levanta, lê o livro na cabeceira, veste a leveza, abre a porta, um beijo, um começo de dia, o sol ou a chuva, as flores, o fluxo, café, café, café... Graças a Deus sempre mais um dia, a rotina quebrada quando enrola mais 5 minutos, mais um beijo, mais um passo para o abraço.

Natalia Cayres

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sementes


Plantei as sementes, 
rego e as observo enquanto germinam pouco a pouco
todos os dias.
É tão linda a simplicidade do processo,
que de forma delicada e sem pressa
trará flores á minha janela.

Natalia Cayres

sábado, 21 de março de 2015

Outonos


Quantos Outonos?
Quantas folhas ao vento?
Quantas mudanças entre estações?

Natalia Cayres

terça-feira, 17 de março de 2015

Pra você


Serei útil,
Irei lhe doar todas as minhas palavras,
irei preenche-las com muito sentimento.
Talvez eu as cante e elas virem uma doce canção de ninar
e então você poderá sonhar.
Seria melhor talvez como poesia que te fizesse sorrir.
Mas no final não importa a forma como as palavras vão chegar aos seus ouvidos,
e sim o que elas vão causar ao seu coração.
Eu só te quero bem,
Então hoje vou te doar todas as minhas palavras
e o amor que vier com elas também!

16 de Março/2012, sexta feira

Natalia Cayres

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pausa





Me perguntado porque passa tão rápido.
Imaginando em quais desses prédios acesos pela noite estarei amanhã.
Um tempo pra ver aquele filme em cartaz,
Uma hora no carro, na estrada com o vento jogando meu cabelo para trás,
Aquela música...
Quisera eu congelar o tempo e fazer o pra sempre durar!
Desejando, desejando que não tivesse ido embora!


Escrito resgatado do dia 23 de  Julho de 2012, uma segunda feira.

Natalia Cayres

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Entre girassóis


E você me pegou dançando no jardim, regando os girassóis e depois fechando os olhos enquanto o balanço me levava pra frente e pra trás, e você viu que eu estava sorrindo, que eu estava cantando, você viu as cores, sentiu a vida e resolveu não interromper minha loucura antes da tarde terminar!


Escrito resgatado do dia 31 de Janeiro de 2012

Natalia Cayres


domingo, 15 de fevereiro de 2015

A preguiça de domingo e você aqui do meu lado


Meu amor, hoje é domingo! Não tenha pressa de sair da cama, não tenha pressa de nada. Ok... Apenas levante pra fazer o nosso café e traga ele aqui pra nossa cama. Não se preocupe com a louça na pia ou com qualquer coisa que esteja acontecendo no mundo lá fora.
Ouça, está chovendo e ainda é manhã!
Será um dia preguiçoso e eu só quero ficar deitada com você na cama, na bagunça do nosso quarto, com nossos livros por toda parte. Prometo que mais tarde farei um brigadeiro de panela para nós! Só esqueça tudo e vamos passar o domingo assim: com barulho da chuva na janela , café, brigadeiro e o que tiver na geladeira, deitados na cama, você do meu lado, a gente dormindo e acordando, e eu sempre envolvida por seus braços, passando a mão no seu cabelo enrolado.
Não tenha pressa de sair da cama, não tenha pressa de nada.

Natalia Cayres

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Numa noite perto de amanhecer














Sentiu um vazio
então olhou para o céu e se encheu de lua,
de musica.
poesia
e boa leitura.
E ao amanhecer
Tomando café,
Se sentiu preenchida
de calor
e mais uma pitada de confiança!


(Escrito resgatado do dia 26 de janeiro de 2013)


Natalia Cayres 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Nada


É engraçada a maneira como sinto as coisas, a maneira como as situações  vêm a mim. E de tudo o que não pode ser, só me resta fazer piada e sorrir. Ora, o que poderia ser um olhar. Um olhar pode ser tudo, um olhar pode ser nada. Muitas coisas cabem no nada e ouso dizer que o nada pode ser uma terra fértil esperando que alguém plante, cuide,semeie.
O nada muito me indaga. As vezes o nada é tudo quando uma boca se cala e um sentimento se recolhe.
O nada pode ser o teto do meu quarto. O nada pode ser o paradoxo do que estou fazendo. 
Mas talvez o pior tipo de nada é aquele que descreve alguém que realmente não sente.
O nada pode ser nada. O nada não se explica, ou sei lá, ele significa.
E neste momento termino com um ponto, que na verdade não leva a nada.


Natalia Cayres

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Acontece...


Acontece o olhar, e quando você percebe passa o resto da viagem entre estações conectada com alguém numa curiosidade infantil e fora do ar. Por fim tudo se perde em meio a multidão e aí você lembra do relógio, de estar atrasada, das preocupações do dia, sua mente acompanha o vai e vem e quando percebe aquele momento simples já se perdeu em suas divagações.
Quantos amores já vivemos ou perdemos nessa brincadeira de minutos?


Natalia Cayres

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Juba de Leão


Foi num dia desses em que saímos para caminhar, o vento era boa companhia para fazer meu cabelo volumoso muito mais se rebelar. Como que para puxar qualquer assunto, expressei sobre a vida própria de meu cabelo ondulado, que mesmo escovado fazia questão de dançar para todo o lado.
Sorrindo ele me disse que parecia com algo como uma juba de leão e que não era pra eu me zangar pois esse estilo muito apreciava, natural, solto, meio rock, meio jogado. Não isso não era problema. Então continuamos nosso caminho e as vezes quando parávamos, ele delicadamente afastava os fios castanhos que  se jogavam diante de meus olhos. E naquele momento eu amava o vento...

Natalia Cayres

sábado, 31 de agosto de 2013

Entre estações



Me perdi na estação.
Se for me procurar se prepare,
pois nem eu ouso me achar.
Nos limites do inverno e da primavera
estou em algum lugar.
No limite de perto e longe,
na virada de hoje para o amanhã.
Fui atrás da época de morangos,
em passos que seguem meu estranho caminhar.

Natalia Cayres

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Feito para não Durar



Antigamente as coisas eram feitas para durar...
Para vencerem qualquer desgaste do tempo.
E assim iam se guardando lembranças, histórias, intensidade.
Elas tinham valor!
Hoje não.
Tudo se tornou descartável,
só duram num momento, e quando se vê
não tem mais utilidade, são facilmente trocadas e esquecidas.
Sobre a escrivaninha ficam as velhas fotos, um tanto amareladas,
mas que cumpriram seu honroso papel de marcar um sorriso
e eternizar numa imagem um bom sentimento.
E restam aqui as musicas desses tempos, que vez ou outra toca no rádio,
a memória mal contendo seu nome.

Natalia C.

domingo, 5 de maio de 2013

Um mundo de encontros e singelas histórias...


A nossa vida é feita de pessoas que encontramos.
É um fluxo constante de chegadas e partidas, de sorrisos, expectativas e doses de decepção. São aqueles momentos de raiva explosiva e uma doce reconciliação. As histórias se cruzam, os caminhos se modificam. Coisas são sempre lembradas e outras esquecidas.
Os prédios, as ruas, os jardins, aquele restaurante com comida estrangeira, e as cores dos festivais no centro da cidade são só um cenário para aqueles que se encontram ou se desencontram. A casualidade, o lenço caído, os esbarrão, um livro esquecido com o nome de alguém, amigos dos amigos, são ações que movimentam todo esse vai e vem. 
São histórias acontecendo todos os dias, histórias que nem sempre estarão em uma novela em horário nobre. São pessoas incriveis e interessantes que jamais terão sua biografia adaptada para o cinema.
Numa das diversas praças há um vendedor de flores dando conselhos sobre amores. Em uma cafeteria há um homem que voltou de uma grande viagem e descobrindo-se percebeu que um trabalho no pequeno escritório não lhe convém, ele queria velejar e de mente aberta trocar filosofias com o mar. Uma moça encontrou na literatura um novo jeito de amar e agora, diz estar apaixonada por um rapaz bom que sabe poetizar. Um desconhecido escreve durante a madrugada todos os dias, trabalha com amor em sua magnifica inspiração. Aos domingos tem orquestra de graça no parque, e uma banda com trajes vitorianos cantando versos num palco improvisado. Tem aquele rapaz, tem aquela moça, tem você, tem eu... Sem nomes para nos revelar. Mas como uma aspirante na escrita digo que todos tem o direito de viverem suas fabulosas histórias e ponha por favor uma trilha sonora.

Natalia C.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Minha casa é onde Você estiver


Minha casa é onde você estiver,
É coisa de coração e de fácil compreensão.
Minha casa é onde você estiver,
Pode ser até muito simples,
Mas para mim sempre terá aspecto de mansão.
Minha casa é onde você estiver,
Perto do mar ou na grande cidade
O que importa é amar.
Minha casa é onde você estiver,
Alguns discordam. 
Pensam só no concreto.
Mas minha casa é onde você estiver,
Quero moradia no seu coração
e não ligo se há razão.
Minha casa  é onde você estiver.

Natália Cayres
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