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sábado, 21 de novembro de 2015

Sobre nossos livros favoritos e sobre nós mesmos


"Não é estranho como um livro fica mais grosso depois de ser lido várias vezes?", perguntara Mo quando, no último aniversário de Meggie, mais uma vez haviam visto juntos todos os seus velhos conhecidos. " Como se a cada vez ficasse algo grudado entre as páginas. Sensações, pensamentos, ruídos, cheiros... E então, quando folheia novamente o livro depois de muitos anos, você descobre a si mesmo ali, um pouco mais novo, um pouco diferente, como se o livro tivesse guardado você, como uma flor prensada, estranha e familiar ao mesmo tempo."

Sangue de Tinta- Cornelia Funke

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Filme: O Pequeno Príncipe (2015)


No sábado passado fui assistir no cinema a nova adaptação cinematográfica do Pequeno Príncipe, junto com meu namorado. Nós dois somos muito apaixonados por esta obra, então não poderíamos perder o filme, que antes mesmo de estrear já era muito comentado e esperado. Confesso que antes de assisti-lo não tinha muitas expectativas, mas fico feliz de dizer que sim, o filme é muito lindo, sensível e tocante como o livro.
Nesta versão, já se passaram muitos anos desde o encontro do aviador com o Pequeno Príncipe. O aviador agora é um senhor fora dos padrões, alegre e sonhador, vivendo numa casa muito peculiar e inusitada em uma cidade onde todas as outras são padronizadas e assimétricas, assim como as pessoas,  sempre preocupadas com números, perfeição, vivendo uma vida excessivamente pragmática.

É neste contexto que o velho aventureiro ganha uma nova vizinha, que se muda com sua filha para casa ao lado. Ela já tem toda a vida da menina planejada, e no momento o maior objetivo da mãe para a filha é conseguir uma vaga na melhor escola da cidade, que possui um processo seletivo muito exigente. Logo se vê que apesar de ainda ser criança, a menina parece mais uma mini adulta, que nem ao menos brinca ou possui espontaneidade. Após um incidente com a hélice do aviador, se inicia uma relação entre os dois, através das histórias que viveu e conheceu com o Pequeno Príncipe, ele tenta reacender na menininha a criança, a infância que ela esta perdendo, junto com a simplicidade e beleza das pequenas coisas e sentimentos como a amizade, que realmente importam. E assim o filme vai intercalando entre a amizade dos dois e cenas dos momentos mais bonitos e conhecidos da história do Pequeno Príncipe, retratados com uma sutileza muito linda.

Fui novamente cativada pela história, me senti feliz por ter ficado emocionada e até mesmo chorado nas cenas finais, por ainda ser capaz de ficar mexida feito criança e perceber tudo que realmente é essencial e só se vê com o coração.
Por favor, permitam que as crianças adormecidas dentro de vocês despertem e motivem a ver este filme, e que muitos sentimentos bons possam preenchê-los a partir disto, não sejamos tão pragmáticos. Desliguemos um pouco o piloto automático.

sábado, 29 de agosto de 2015

Resenha: Desafio- C.J.Redwine


   Olá! Como vocês estão?
  Começar uma postagem tem sido difícil para mim, mas vamos lá...
  Continuando a me arriscar em resenhar livros que andei lendo, hoje trago Desafio, de C.J. Redwine, uma escritora americana que conseguiu me cativar com esta história. A trama é uma distopia, gênero que anda muito em alta, para quem gostou de Jogos Vorazes e Insurgente, acredito que também irá gostar deste livro que é o primeiro de sua trilogia.
  O enredo gira em torno de um mundo que foi devastado por monstros que acidentalmente foram encontrados no subterrâneo da Terra, as criaturas causaram grande destruição e quase dizimaram uma sociedade inteira, que conseguiu se salvar acabando com elas, mas que permaneceu a viver na sombra do medo pela ultima que restou e ainda ameaça a todos.
  Após o incidente, uma nova sociedade se enraizou, dividida em cidades-estado, protegidas por muralhas e cada qual com seu líder. Rachel Adams, protagonista, vive na cidade-estado Baalboden, liderada por um comandante tirano, que até então não a incomodava, até ele dar como morto Jared, o pai dela, que havia saído em missão pelas Terras Ermas, além dos limites da muralha, não retornando depois de certo tempo. Rachel então precisa lidar com inúmeras mudanças, algumas parte do testamento de seu pai, que declarou como protetor da filha, seu aprendiz, Logan (rapaz por quem Rachel era apaixonada até se declarar à ele e ter como resposta um não muito educado), ambos preferiam que Oliver, amigo de Jared e muito querido pelos dois, fosse o delegado pela responsabilidade. 
   O que motiva o desenvolvimento das ações, é o fato de Rachel acreditar que seu pai não esta morto, pois sempre fora o melhor rastreador do comandante e sabia muito bem como lidar nas Terras Ermas, e o constante perigo do Maldito, nome dado a ultima criatura sobrevivente. Mesmo sendo obrigada a viver sob o mesmo teto que Logan, ela decide que irá procurar pelo pai, que lhe ensinara a viajar nas terras ermas e a localização de todos os refúgios que utilizava em suas missões. Após a primeira tentativa frustrada de fugir sozinha e acabar sendo pega e ameaçada pelo Comandante, Rachel descobre que Logan também acreditava na sobrevivência de seu pai, e que há dias já trabalhava em alguma forma de encontrá-lo, de sair da muralha e começar uma busca, neste momento ela deixa o orgulho de lado e se junta aos planos dele, que também possuem o objetivo de burlar o Comandante e entender como um pacote misterioso poderia ser o motivo do desaparecimento de Jared e o interesse do líder deles, a ponto de declarar uma falsa morte. Rachel e Logan entram numa busca alucinante e que  a todo momento parece encurralá-los à morte, mas que também serve para os unir novamente com sentimentos antes adormecidos.
  Enfatizo alguns pontos de que gostei muito:
  • Os acontecimentos são narrados tanto pelo ponto de vista de Rachel como pelo o de Logan, que neste sentido também é protagonista.
  • A distopia que a escritora criou me pareceu uma mistura medieval com a modernidade tecnológica sobrevivente em mentes e mãos habilidosas como a de Logan.
      A princípio o desenvolvimento da história é lento, mas depois ganha ritmo e prende. Estou muito ansiosa para que a Novo Conceito lance as continuações, estou apegada e quero continuar acompanhando.

Informações Gerais 

Livro: Desafio
Autora: C. J. Redwine
Editora: Nova Conceito
Ano: 2014
Páginas: 368
Minha nota no Skoob: 5 estrelas



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Resenha: Princesas e damas encantadas

Apesar de toda a correria dos últimos meses para concluir meu curso, não deixei de encontrar algum tempo para outras leituras que não se relacionavam ao TCC. Era uma forma de não enlouquecer, de ter uma fuga e descanso para minha mente em meio a todo o caos.
Fui pegando leituras leves, entre elas o livro publicado pela Martin Claret, Damas e princesas encantadas, o primeiro de uma coleção que envolve contos da cultura celta, recontadas por Joseph Jacobs, estudioso desta cultura, o que me despertou a vontade pela leitura, por se tratar um enredo interessante que inspirou e continua inspirando toda uma diversidade de literatura fantástica. O livro possui 8 contos, totalizando 134 páginas. É uma leitura rápida, mas prazerosa e lúdica com princesas em perigo, feiticeiras, reis e rainhas, príncipes e homens comuns, duendes e outros seres encantados, com foco nas personagens femininas, nos contos em que elas não são as protagonistas, desempenham o alicerce, o motivo da história.
É interessante notar que alguns dos contos possuem algo muito familiar de histórias que já conhecemos, o primeiro Árvore de Ouro e Árvore de prata, me lembrou muito Branca de Neve, e Justa, Morena e Trêmula me remeteu à Cinderela. Em parte, essas semelhanças não me surpreenderam, pois são mitos, lendas e história antigas, de uma época, contadas de geração em geração, se misturando a outras culturas, outras visões, sendo escritas e reescritas diversas vezes, contadas e recontadas, sendo natural que se misturem e que fiquem difícil de definir quem contou primeiro. Também destaco as ilustrações no livro que são lindas e detalhadas, aliás, toda a edição do livro é muito caprichada.
Os contos presentes nesta publicação são:

Árvore de Ouro e Árvore de Prata

Justa, Morena e Trêmula

Cabeça-Pequena e os filhos do rei

A história de Deirdre

Guleesh

O Pastor de Myddvai

Connla e a donzela encantada

A princesa grega e o jovem jardineiro


Informações Gerais

Autor: Joseph Jacobs
Tradução: Vilma Maria da Silva e Inês A. Lohbauer
Editora: Martin Claret
Ano:2013

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Do que pode acontecer




" - Nada acontece como a gente acha que vai acontecer- diz ela.
   (...)
- Verdade- digo. Mas depois que penso a respeito por um segundo, acrescento:- Mas, se você não imaginar, as coisas sequer chegam a acontecer."

Cidades de Papel- John Green

terça-feira, 24 de março de 2015

Livros, mais livros, livre, livraria...





















Livros, muito mais livros, livros, livros...
Eu em livros, Eu entre livros, Eu nos livros.
Histórias sem fim, termina uma começa outra.
Sebos, livrarias e amáveis bibliotecas.
Livros da sua estantes.
Livros da minha escrivaninha.
Aquele livro com a sua dedicatória,
E o outro livro que lhe dediquei.
Folhas brancas, novas, amareladas ou velhas.
Capas duras, capas delicadas, capas simples, capas sofisticadas.
Letras garrafais, letras pequenas.
Desenhos nobres, desenhos de criança.
Histórias surreais, histórias prováveis.
Ler antes de dormir, ler no fim da tarde.
Ler pra fugir, ler pra se encontrar.
Livros, livros, livros.
Meus olhos nos livros.
Meu salário no sebo ou na livraria do centro da cidade.
Livros, livros e mais livros.
Livre entre livros!
E um dia meus escritos num livro.

8 de setembro/ 2013, um domingo.
Natalia Cayres

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Pequeno Príncipe, o livro que toda criança deveria ganhar e todo adulto deveria ter!


Certamente para todos que desejam ter uma biblioteca particular, este livro não deve faltar! É aquele tipo de livro que você compra e quando termina de lê-lo tem certeza que jamais irá se desfazer dele ou troca-lo. Realmente um livro de criança, mas também para adultos, que nos faz lembrar o que realmente importa, o que realmente tem utilidade e o que não é perda de tempo. Aprendemos com a simplicidade do Pequeno Príncipe e sua sensibilidade que "o essencial é invisível aos olhos", que a vida esta além do que enxergamos, do que julgamos racional ou apropriado,  que muitas vezes a resposta para o que procuramos estão naqueles detalhes que esquecemos, mas que costumávamos perceber claramente quando crianças, como ele nos mostra!
Crescemos e nos preocupamos com coisas superficiais, não vivemos, mas sim sobrevivemos, automáticos como números, sem saber de fato para aonde estamos indo, porque estamos indo e afinal de contas, o que estamos procurando?
O sentido de todas as coisas podem estar na rosa que com carinho você cultiva, ou nas estrelas que a noite podem representar sorrisos brilhantes e nas pessoas que você cativa e pelas quais fora cativado. As crianças conhecem esses segredos, todas elas de certa forma tem um Pequeno Príncipe dentro de si. Tenho uma prima de 6 anos que muitas vezes me surpreende com as coisas que ela diz, as crianças observam tudo, pensam em muitas coisas, são simples e espertas, como este personagem cativante de Antoine de Saint-Exupéry. E esperamos que o principezinho e sua rosa estejam muito bem em  seu planeta, os asteroide B 612.
Sigo agora com alguns trechos marcantes do livro:

"-Tu julgarás a ti mesmo- respondeu-lhe o rei.- É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegue fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio."
(Pag. 39)

"- Onde estão os homens?-Tornou a perguntar o principezinho. - A gente se sente um pouco sozinho no deserto.
- Entre os homens a gente  também se sente só- disse a serpente."
( Pág. 58)

"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
(Pág. 66)

"- A gente só conhece bem as coisas que cativou- disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, se queres um amigo, cativa-me."
(Pág. 67)

" É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."
(Pág. 70)

" Foi o tempo que perdeste com tua Rosa que a fez tão importante"
( Pág.72)

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
(Pág.72)

" O que eu vejo não passa de uma casca. O mais importante é invisível."
(Pág. 76)

"- Os homens- disse o pequeno príncipe- embarcam em trens, mas já não sabem mais o que procuram. Então eles se agitam, sem saber para onde ir."

(Pág .78)


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Números?



"Mas, com certeza, para nós, que compreendemos o significado da vida, os números não têm tanta importância"

(O Pequeno Príncipe, pg 18)

PS: Minha primeira leitura do ano!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A lua é uma companheira correta.


A lua é uma companheira correta.
Ela nunca se vai. Está sempre lá, observando, constante, reconhecendo-nos em nossos momentos de luz e escuridão, em constante transformação, assim como nós. Todos os dias uma versão diferente dela mesma. Ás vezes fraca e lívida, noutras forte e cheia de luz. A lua compreende o significado do ser humano.

(Livro: Estilhaça-me- Tahereh Mafi)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nostalgia literária.


Ah, sou boba devo admitir! Ainda não cheguei a uma lista enorme de livros lidos, mas aqueles que são meus preferidos me fazem de bom grado querer pular para dentro deles. As vezes esse mundo me cansa e sinto saudade de um tempo que já se foi, antes mesmo de eu ter nascido. Sinto saudade da verdadeira arte da conquista, da sinceridade de se querer buscar uma conversa e se arriscar com palavras mais delicadas. Essa coisa atual de balada, de tudo rápido e tão fácil me deixa desnorteada.

Ps: Isso que dá ler Jane Austen.


Natalia C.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Nebulosa


"Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações."
A culpa é das Estrelas-John Green

Ah mas espero que um dia, todas essas estrelas possam estar brilhando em suas determinadas constelações, me guiando por um caminho mais tranquilo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Meio Emma...

 
 
Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse
te dar um só presente
para o resto da sua vida seria este.
Confiança.
Seria o presente da Confiança.
Ou isso ou uma vela perfumada.
(Um dia-David Nicholls)
 
 
Esta semana foi uma tipica semana, em que eu não estava me sentindo muito bem. Devia ser uma mistura de tudo como tédio, nostalgia, tristeza de final de férias, um pouco de pessimismo e ironia. É nesses momentos, como em tantos outros que recorro á uma amiga que já está em minha vida há muito tempo, muito tempo mesmo, posso dizer que até tenho orgulho de possuir uma amizade assim, porque sei o quanto ela me conhece, e bom, de fato também a conheço muito bem, somos parecidas de diversas formas, até nossos problemas são um tanto iguais.
Somos daquele tipo de amigas que fala de tudo, e como nerds, sempre incluimos em nossas conversas livros, filmes, séries, e trechos que encontramos por ai. De um tempo para cá eu a estava chamando e Emma Morley, uma das protagonista do livro "Um dia", de David Nicholls, li esse livro em Outubro do ano passado. A estória é interessante por se tratar da vida de duas pessoas, só que sempre em um dia do ano, na data em que ambos se conheceram, Dexter e Emma. Gostei de lê-lo, não é um dos meus livros favoritos, mas me identifiquei um pouco com a personagem de Emma sobre suas caracteristicas intelectuais, sempre em defesa de suas morais, com uma visão crítica sobre mundo, e com uma certeza marcante no que diz, e sobre a própria personalidade. Sei que esse jeito em alguém pode até ser meio chatinho as vezes, mas acreditem, nem mesmo a gente percebe que é assim, é muito natural.
Comecei a brincar com minha amiga, fazendo essas ligações, porque nós duas também sonhamos em ser escritoras, viver disso, conhecer o mundo,e também possuimos esse jeitinho Morley. Em alguns aspectos com o livro, jamais teriamos tido algumas atitudes que Emma teve, mas na questão de começar sua vida de indepedencia com o pé esquerdo, bom, nisso estamos craques no momentos, só falta mesmo começarmos trabalhar em um restaurante de comida gordurosa, e acreditem, como a personagem também nos engajamos em um pequeno momento teatral. Quando vem essa maré de micos, momentos deprimentes, ou mesmo frustrantes, falo pra ela que estamos na fase em que Emma também esta tentando dar um jeito em sua vida. Então, nessa semana em que estava daquele jeito de não querer sair de cama, e tão pouco passar um delineador pra ver se eu me animava, nós conversamos através de mensagens, e como ela agora esta lendo o livro, ela me mandou de volta esse trecho de Dexter para Emma, com o qual comecei essa postagem. Nós sempre tentamos dar um pouco de confiança uma para outra, mesmo quando o assunto em questão é muito bobo. Confiança é a chave para muitas coisas, é o que precisamos quando o mundo é pesado em nossas cabeças, e quando o que somos parece andar contra a corrente do resto das pessoas. Confiança, coragem, e alguém que te lembre do que é capaz, quando algo nebuloso já te engoliu para baixo.Confiança, e um pouco de inspiração para escrever, e a levesa da poesia para te aliviar os pensamentos. Confiança e uma boa amizade.
Torço para que logo as coisas estejam mais animadas do que agora, para que um dia estejamos em Paris, e bem de fato com alguém. Só não quero um final como o de Emma, ela se deu bem, mas teve um porém, se alguém aqui leu ou assistiu o filme vai me entender. De resto que possamos alcançar certo sucesso, independente do que estejamos fazendo daqui á 10 ou 20 anos!
 
Natalia Cayres

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sobre um mundo de Livros

Me perco num mundo onde o tempo é relativo
Ele passa da maneira que caminho
entre páginas cheias de vida,
de pessoas que nunca conheceria pessoalmente
mas são tão reais a cada linha que leio.
É como seguir o coelho branco
e depois encontrar-se em um lugar distante
de dias tão passiveis.
Me perco feliz e extasiada,
como se encontrasse amigos
e uma forma magnifica de viver outra vida.
Alice de várias histórias,
nômade de mundos diferentes,
começo a passar os olhos em cada palavra,
um portal se abre, a fuga começa,
 e já não sou mais a mesma!

Nathy Cayres

terça-feira, 13 de março de 2012

A invenção de Hugo Cabret

Bom, me ocorreu uma ideia...
Agora que retomei o hábito de leitura, que me acompanhava desde criança, resolvi abrir um espaço aqui em meu blog para livros, assim sempre que estiver lendo algum e encontrar um trecho que me faz refletir ou traz alguma sensação vou postá-lo aqui. Vai ser um jeito de compartilhar o que estou lendo!
Vou começar com um trecho de Hugo Cabret, que é exatamente o livro que estou lendo nesse momento! Ainda não assisti o filme, mas com certeza assim que puder irei ver!




‎"-Ás vezes eu venho aqui, de noite, mesmo quando não estou cuidando de relógios, só pra olhar a cidade. Sabe, as máquinas nunca têm peças sobrando. Elas têm o número e o tipo exato de peças que precisam. Então, eu imagino que, se o mundo inteiro é uma grande máquina, eu devo estar aqui por algum motivo. E isso quer dizer que você, também, deve estar aqui por algum motivo."

(A invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick) 
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