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terça-feira, 3 de março de 2015

Do que visto,do que sou...



Me visto do que leio
Me visto do que escrevo
Me visto do que penso,
 mas deixo esse de lado caso me faça retroceder no medo.
Me visto com o olhar.
Me visto com a manhã.
Me visto com o sol.
Me visto de sonhos e dos detalhes que compartilhamos.


Escrito em  14 de Abril de  2013, num domingo

Natalia Cayres

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Muito mais...

Quero mais do que uma mente vazia
e um coração que só bate por bater.
Quero mais do que dias
quero algo pra viver.
Quero algo que me contagie
um sorriso para renascer.
Quero um sonho dentro
que me faça crescer!

(Escrito resgatado do dia 16 de Março de 2012, numa sexta feira também)

Natalia Cayres

sábado, 19 de outubro de 2013

Eu ando pelo mundo...



 Esquadros by Adriana Calcanhotto on Grooveshark

Eu ando pelo mundo e ainda não sei onde chegar.
Eu ando pelo mundo procurando alguém que não sei encontrar.
Caminho por todas as ruas,
observo as pessoas no trem.
As cores, as flores, os laços, os abraços.
Caminho pelo mundo e perco o presente num segundo.
Caminho num infinito finito.
E as coisas que eu conhecia mudam,
envelhecem ou se renovam, não sei.
Eu ando pelo tempo cantando algo que inventei,
vejo uma pintura no espelho  e risco o sorriso que convém.
Eu ando pela noite sentindo as lágrimas salgadas
temperando meus sentidos e tudo o que me retém.
Eu ando pela mundo e vejo quadros em cada lado,
quadros de vida, uma exposição transitória
me fascina e assusta também.
Eu ando pelos dias me construindo, ou me reformando,
mudo os móveis de lugar, abro as janelas e deixo ou sol entrar.
Eu ando pelo mundo e invado outros quadros,
eu quero novas cores e um amor com cheiro de flores.
Eu ando pelo mundo e ainda não sei onde chegar,
dentro de um filme vendo imagens passar.

Natalia Cayres

sábado, 15 de junho de 2013

Vagando Vagalume














Te vejo voar e vagar por ai vagalume.
Longe de casa, em qualquer rua,
algo de você brilhando abaixo do céu
e acima dos meus olhos vagalume.
Mas não precisava estar em qualquer lugar,
Não precisava ser só o vento a te levar vagalume,
e só sua luz a te guiar.
Você poderia se encontrar na minha rua,
Você poderia escolher não ser só do vento,
Você poderia ser a pequena luz em minha casa Vagalume.
Você poderia ser minha estrela particular
Poderia me ensinar a brilhar.
Mas por que vagalume,
você voa para aonde não posso te alcançar?
Por que brilhar somente aonde não posso te contemplar?

Natalia C.



domingo, 2 de junho de 2013

A lua, o poeta e o amor



A lua inspira o poeta
que escreve sobre o amor,
entre versos de prazer e dor.
A poesia encontra alguém
que aprecia e se inebria
como se daquelas palavras fosse autor.
Um trecho escolhido
vira voz de momento
acalenta o tormento
e fica exposto em algum lugar
entre o coração ou no papel
para não esquecer e guardar.
A lua inspira poeta,
e como muitos sussurram sobre o amor
a poesia encontra alguém
e conquista o leitor.

Natalia C.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vamos escrever





Se o pensamento transborda,
vamos escrever.
Ora, se aqui há tanta ironia,
vamos escrever e entender.
Se algo enlouquece,
vamos escrever para ver se o descontrole desaparece.
Se o céu não esta azul e o chá esfriou,
vamos escrever e ver no que o tempo se tranformou.
Se o passado vira um filme na mente,
vamos escrever e buscar um presente mais contente.
Se é saudade de um amor,
vamos escrever poesia e mudar essa dor.
Se tudo é silêncio desconfortante,
vamos escrever e preencher esse vazio agora irritante.
Vamos escrever, nem que sejam esses sentimentos tolos
E mesmo que seja pouco,
nem sempre nos versos parecem tão bobos.

Natalia Cayres

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Desalinho



De fato, fiz uma bagunça no caminho
e tudo voou com vento.
Cá estou em um novo momento,
através de linhas que se cruzam
e se perdem de vista.
Falta muita coisa na bagagem
que eu queria carregar,
eu não as esqueci...
Simplesmente ainda não as vi.
O tempo tem sido demasiado estranho comigo
Ou eu que desentendi o tempo?
Onde esta aquilo que não encontrei?
Quisera poder avistar o que me convém!
São retas desconexas,
Do que não partiu mas se foi,
Do que ficou mas mudou,
Do que era e se transformou,
Do que fui e se inovou!

Nathy Cayres

sábado, 25 de agosto de 2012

Alento



Bate o vento na janela de vidro,
fazendo barulho com o movimento.
Lá fora os galhos das árvores balançam,
Ouve-se vários sons,
Alguns diferentes outros comuns.
O vento permanece varrendo tudo,
Levando folhas secas,
levando areia
apagando pegadas.
Silêncio...
Não se ouve voz,
É só o vento.
Há um cheiro confortante no ar,
A chuva cai, e tudo se esvai!
Enfim meu alento.

Nathy Cayres

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Quando fui Pássaro




Quando fechei os olhos
Fui pássaro e fugi para outro lugar.
Ninguém me conhece aqui,
Ninguém me conhece lá.
Sou parte do que vejo,
Mas não tenho intenção de me adequar.
A janela aberta,
O céu azul...
Fui pássaro incapaz de se cansar,
Sobre a rota do vento,
Olhei de cima o mar,
Tentei tocar estrelas,
Cantei só na noite,
Alguém poderia escutar.
Depois o amanhecer pintou meus olhos,
E me vi parada na janela
De alguém que poderia amar!

Nathy Cayres

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pequena Bailarina



Pequena bailarina
na caixinha a dançar,
uma musica triste 
num tom de ninar.
Enchendo o quarto de musica,
fugiste num sonho
buscando o seu par.
Onde estás bailarina?
Há um baile em algum lugar...
Vejo a aurora vir
com seu manto rosado
mas ao longe ainda posso ouvir
a doce musica tocar.
Se cuide pequena bailarina,
não deixe  alguém se coração roubar,
pois me disseram que é ele 
quem faz a musica continuar!

Nathy Cayres

Dançando by Agridoce on Grooveshark





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dançando com os Girassóis



Leve é como me sinto pelas manhãs,
Leve sonolenta, indo dançar na sala de estar,
A música no rádio me faz acordar.
Depois de uma noite inteira de sonhos loucos,
Com imagens misturadas de uma estória que li num livro...
Leve sim antes do meio dia chegar!
O cheiro do café,
O cheiro das manhãs,
Me fazem ir querer ir para o jardim,
Regar todos os girassóis
Antes que a tarde venha com nostalgia,
Vendo o dia chegar ao fim.
Leve pelas manhãs,
Dançando entre girassóis no jardim!

Nathy Cayres

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Todas as estrelas do Céu

Todas as estrelas do céu
Que os meus olhos conseguem alcançar,
Refletem e brilham no meu olhar!
E tal beleza e encantamento
Me faz pensar,
O quão pequenas ficam
Todas as frustrações rotineiras,
Nesse breve momento
Que me deixo apenas observar...
A noite e as estrelas no céu,
Todas as estrelas
Que os meus olhos conseguem alcançar!

Nathy Cayres

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vou com o Vento


Rua Vazia,
Tarde Fria.
Passos sozinhos,
Passarinhos no ninho.
Ninguém lá na esquina,
Vida calada,
Só o vento, só o vento,
Balançando as folhas das árvores.
Eu já sei...
Vou com o vento!
Deixo ele me levar
Como uma folhinha,
Que sugou todo ar do mundo
e agora cai,
Cai livre,
Vai solta,
Vai com o vento!

Nathy Cayres

domingo, 20 de novembro de 2011

Sobre o Tédio



O tédio é todo pensamento descontente,
é a criatividade ausente,
São aqueles programas televisivos de domingo,
e atos repetidos.
Um livro ali largado esperando ser lido,
é o sono que não cessa.
Falta ação ou uma boa conversa,
os amigos estão distantes 
e a vida parece morna.
Nada acontece, a flor não desabrocha,
o filme já passou mais de dez vezes.
Tudo parado!
O tempo lento, parece cansado.
Tédio...
Quanto mais defino, mais entedio!

Nathy Cayres

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para onde vão as coisas perdidas?

Para onde vão as coisas perdidas?
Em que lugar se escondem as palavras não ditas?
Onde foi guardado aquele olhar?
E aquele abraço abrigou alguém em algum outro lugar?
E as cartas que nunca chegaram,
E tudo aquilo que podia ser feito e não foi...Onde esta?
Existe alguma caixinha no tempo para os achados e perdidos?
Existe a opção de gravar mensagem para o que não foi dito?
Em alguma carta tinha o meu nome?
Desculpe tantas perguntas.
É que realmente quero encontrar,
Quero recuperar o que de fato era meu,
e se perdeu no tempo!

Nathy Cayres

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Voe até as estrelas...

Voe,voe para longe.
Faça isso do jeito que quiser,
Sinta o vento,
Vá com a brisa.
Voe alto, bem alto.
Sem medo da altura,
Sem pensar no que eles dizem!
Sinta, sinta a sua maneira.
Voe, Voe
Até as estrelas,
Encontre seus sonhos!


Nathy Cayres

domingo, 24 de julho de 2011

Não por menos do que Sou!


Ama-me  por cada pedacinho dentro de mim,
Me aceite não por menos do que sou!
Assim deste modo, junto a clareza,
sem medo, sem vergonha, com sinceridade,
e por todo sentimento que puder bater em seu coração!
Faço versos para ti...
Lhe desvendo os mistérios sobre mim,
deixo tudo simples e real,
se vier de ti aquele olhar amável 
de quem acha graça,
de quem entende, 
e me quer por perto!
Não vamos acrescentar o que falta,
e sim juntar o que temos,
isso me basta!


Nathy Cayres

segunda-feira, 14 de março de 2011

Palavras

Palavras escritas
Singelamente revelam
aquilo que a boca se limita a dizer.
São palavras sinceras,
desprovidas de qualquer omissão
Que o medo pode distorcer.
São palavras de coração e razão,
Carregadas durante um estado
de grande confusão.
São somente palavras,
Palavras guardadas para alguém, 
endereçadas e um pouco atrasadas.
Palavras que ainda não perderam o sentido,
e me desarmaram de maneira doce.
Palavras que poderiam
num lindo momento me libertar!
Palavras estas que também serão suas!
(Nathy Cayres)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Enquanto Chove


Esta chovendo lá fora
mas isso não importa
Porque estou com você!
Esta chovendo
Mas não é uma tempestade
É apenas o céu
Fazendo com que a chuva
Bata  na janela.
Não tenho medo do depois...
Mas as horas poderiam ser mais lentas...
O mundo ta cinza
Mas o sol  ainda esta lá
E quando a chuva passar
O brilho irá atravessar a nossa janela
O azul vai voltar
e o mundo irá se refletir em seus olhos!
Me sinto bem...
Estou aquecida...
Estamos aqui!
A chuva silencia tudo
E a calma nos invade
enquanto a chuva cai,
Mansa e fria!
(Nathy Cayres) 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Via láctea

Soneto XIII

"Ora (direis) ouvir estrelas!Certo
Perdeste o senso!" Eu vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, com um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora:"Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

(Olavo Bilac)
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