Me visto do que leio
Me visto do que escrevo
Me visto do que penso,
mas deixo esse de lado caso me faça retroceder no medo.
Me visto com o olhar.
Me visto com a manhã.
Me visto com o sol.
Me visto de sonhos e dos detalhes que compartilhamos.
Quero mais do que uma mente vazia
e um coração que só bate por bater.
Quero mais do que dias
quero algo pra viver.
Quero algo que me contagie
um sorriso para renascer.
Quero um sonho dentro
que me faça crescer!
(Escrito resgatado do dia 16 de Março de 2012, numa sexta feira também) Natalia Cayres
Eu ando pelo mundo e ainda não sei onde chegar.
Eu ando pelo mundo procurando alguém que não sei encontrar.
Caminho por todas as ruas,
observo as pessoas no trem.
As cores, as flores, os laços, os abraços.
Caminho pelo mundo e perco o presente num segundo.
Caminho num infinito finito.
E as coisas que eu conhecia mudam,
envelhecem ou se renovam, não sei.
Eu ando pelo tempo cantando algo que inventei,
vejo uma pintura no espelho e risco o sorriso que convém.
Eu ando pela noite sentindo as lágrimas salgadas
temperando meus sentidos e tudo o que me retém.
Eu ando pela mundo e vejo quadros em cada lado,
quadros de vida, uma exposição transitória
me fascina e assusta também.
Eu ando pelos dias me construindo, ou me reformando,
mudo os móveis de lugar, abro as janelas e deixo ou sol entrar.
Eu ando pelo mundo e invado outros quadros,
eu quero novas cores e um amor com cheiro de flores.
Eu ando pelo mundo e ainda não sei onde chegar,
dentro de um filme vendo imagens passar.
Te vejo voar e vagar por ai vagalume.
Longe de casa, em qualquer rua,
algo de você brilhando abaixo do céu
e acima dos meus olhos vagalume.
Mas não precisava estar em qualquer lugar,
Não precisava ser só o vento a te levar vagalume,
e só sua luz a te guiar.
Você poderia se encontrar na minha rua,
Você poderia escolher não ser só do vento,
Você poderia ser a pequena luz em minha casa Vagalume.
Você poderia ser minha estrela particular
Poderia me ensinar a brilhar.
Mas por que vagalume,
você voa para aonde não posso te alcançar?
Por que brilhar somente aonde não posso te contemplar?
A lua inspira o poeta
que escreve sobre o amor,
entre versos de prazer e dor.
A poesia encontra alguém
que aprecia e se inebria
como se daquelas palavras fosse autor.
Um trecho escolhido
vira voz de momento
acalenta o tormento
e fica exposto em algum lugar
entre o coração ou no papel
para não esquecer e guardar.
A lua inspira poeta,
e como muitos sussurram sobre o amor
a poesia encontra alguém
e conquista o leitor.
Se o pensamento transborda,
vamos escrever.
Ora, se aqui há tanta ironia,
vamos escrever e entender.
Se algo enlouquece,
vamos escrever para ver se o descontrole desaparece.
Se o céu não esta azul e o chá esfriou,
vamos escrever e ver no que o tempo se tranformou.
Se o passado vira um filme na mente,
vamos escrever e buscar um presente mais contente.
Se é saudade de um amor,
vamos escrever poesia e mudar essa dor.
Se tudo é silêncio desconfortante,
vamos escrever e preencher esse vazio agora irritante.
Vamos escrever, nem que sejam esses sentimentos tolos
E mesmo que seja pouco,
nem sempre nos versos parecem tão bobos.
Voe,voe para longe. Faça isso do jeito que quiser, Sinta o vento, Vá com a brisa. Voe alto, bem alto. Sem medo da altura, Sem pensar no que eles dizem! Sinta, sinta a sua maneira. Voe, Voe Até as estrelas, Encontre seus sonhos!