segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Chuva na cidade


   Choveu forte e a cidade aqui se aquiesceu. De frente para porta com um guarda chuva na mão, resolvo sair para caminhar e sentir o cheiro do concreto molhado antes que tudo aquilo evaporasse. Poças pelas ruas com luzes de neon refletidas, pessoas com os cenhos franzidos, algumas totalmente molhadas e com certa felicidade, amanhã ainda será domingo.
   Caminhando calmamente, sem pressa, nem planos, entro numa rua repleta de árvores pelas calçadas, o vento ainda sopra, balança e derruba as gotas ainda presentes em suas folhas. O vento sussurra coisas que não sei dizer, mas me faz compreender que eu preciso escutar o ritmo da vida, o vento me faz lembrar que preciso escutar as palavras que se trancam no meu inconsciente. E ele diz: "ei escute, escute o seu caminho, escute todas as coisas que transformam um lugar e que trazem serenidade para alma!
   Respiro fundo e volto a caminhar, continuando a encontrar pelo caminho poças de água com todas a luzes refletidas.

30 de Junho de 2013, um domingo.

Natalia Cayres

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