terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sobre as margens de erros e minha imperfeição...

Há momentos na vida, ou fases, que você sente que nada esta acontecendo. Você acorda de manhã, e o dia segue exatamente igual ao que foi ontem, e quando chega a noite, a impressão é de que se repetirá de novo, um ciclo chato, entediante, uma droga!
Mas, sempre existe o MAS, porque por mais que se esteja parado, a vida se modifica, e não importa se vai demorar um dia, ou um mês, ela lhe trará novos dilemas. E ultimamente, parece que é isso que vivo e também o que respiro... Dilemas. Os dois lados da moeda, a parte bonitinha ou o monstro que fica por trás.Minha mente debate tanto isso, e acredito que até em meu inconsciente. Tento sempre fazer tudo certo, tão certinho que irrita, tão certinho que acaba dando errado, justamente por causa de todos os paralelos de minhas ações.
Algumas vezes acho que coloco sobre os meus ombros um peso exagerado, e que trago para mim a parcela de culpa que nem sempre me convém diretamente. Sei que tudo se interliga, e que o mundo não gira em torno de mim (Graças a Deus), mas tem dias em que dou uma entonação gigantesca sobre fatos e consequencias de minha vida, e me parece que quando as coisas resolvem acontecer, acontecem todas ao mesmo tempo, se tornando uma onda enorme prestes a me engolir e me levar para um lugar onde nada mais faz sentido, onde tudo que fiz pareceu fora do eixo, como se eu nunca realmente tivesse parado para pensar! Mas me critico nisso também, porque eu penso, e penso demais,penso muito, muito mesmo, e isso também atrapalha. Mas será que me condenar por todos os erros, e querer voltar para o tempo em que nada me atingia é sensato? Quer dizer, eu sou apenas humana (sei que usam isso como desculpa para muitas coisas), mas é verdade, não sou apenas racional, sou também sentimentos, impulsos, emoções, imperfeições... E mesmo que eu me esforce para ser uma menina boazinha, quem é que tem a capacidade de viver uma vida toda planejada, sem nenhuma margem de erros? Odeio quando atinjo alguém com meus tumultos irracionais, mas me disseram uma vez, que nem sempre controlamos os impactos que as pessoas recebem de nós, as coisas simplesmente acontecem... Simplesmente, simplesmente, simplesmente... Mesmo nisso acho que não é simples. Aprender a viver, aprender a viver com todos os lados, todas as consequências... Nem sempre sou uma boa aluna, mas continuo tentando, com todas as probabilidades de erros possiveis.
Respira!

Nathy Cayres

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